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revela que 43% das empresas de médio porte desconhecem Lei
Por
Andressa Munik
23/12/04
Pesquisa realizada pela Fundação Abrinq pelos Direitos
da Criança, em 2004, com 809 Empresas Amigas da Criança
– organizações reconhecidas pelo Programa empresa
Amiga da Criança – mostra que o maior motivo pelo qual
as empresas não contratam aprendizes é o desconhecimento
da Lei de Aprendizagem (Lei 10.097).
O desconhecimento da Lei é tão grande, segundo Mariza
Tardelli, coordenadora do Programa Empresa Amiga da Criança,
que de uma porcentagem de 54% de empresas que não desenvolvem
programas de aprendizagem, 43% são de médio porte.
Empresas de médio porte são obrigadas a contratar
aprendizes.
O resultado do levantamento foi revelado, no dia 10 de dezembro,
em uma palestra realizada no espaço BankBoston em comemoração
há quase um ano de divulgação da Lei pela Fundação
Abrinq. Além da participação de Mariza, a palestra
contou também com a presença de Oris de Oliveira,
professor de direito do trabalho da Universidade de São Paulo
(USP) e conselheiro da Fundação Abrinq; Francisco
de Moraes, gerente de desenvolvimento educacional do Senac-SP e
Simone Passos, da divisão de recursos humanos do BankBoston.
Durante o encontro, também foram pontuados os motivos pelos
quais as empresas cumprem a lei, levantados durante uma segunda
pesquisa realizada pela Fundação. “De 809 empresas,
42% disseram cumprir por ação social e 30% por obrigatoriedade”,
disse Mariza.
Entretanto, segundo a coordenadora, muitas empresas ainda confundem
estagiários com aprendizes. “Parte dessas companhias
acham que a cota de aprendizes pode ser suprida por estagiários”.
Nessa segunda pesquisa, 33% das organizações entrevistadas
afirmam que o fato de não cumprirem a Lei não tem
relação com seu desconhecimento. Dessas empresas,
45% contratam só estagiários.
O professor Oliveira explicou que ser aprendiz não é
a mesma coisa que ser estagiária. “Estagiário
é o adolescente que já sabe a profissão que
quer seguir, e que ao se formar necessita de uma bagagem na prática.
Já o aprendiz busca de se desenvolver com ajuda de um orientador,
juntando teoria e prática”, comentou.
As empresas que fizeram parte das pesquisas, afirmam ainda ter
dúvidas sobre o papel das entidades formadoras, a Lei, direitos
dos aprendizes e segurança no trabalho.
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